Meu coração dói
de tanta poesia que
me obriga a refrescar a memória
num domingo quente
Porque quando eu falava
da felicidade,
não sabia que ela nunca esteve
no possuir.
E só agora percebi
que eu a via
como um filme noir
projetado na fumaça
do seu cigarro
E se dissipou,
efêmera,
de uma inocência cínica:
Felicidade.