SAUDADE

É o disfarce que você usa pra me visitar. Me colocando de frente pra parede da memória e, num reencontro, me jogando contra ela. Tão sólida, tão inerte, tão áspera e ao mesmo tempo tão quente. A parede. Você. E, então, chove. Chove muito. E alivia um pouco essa queimadura. E eu enxergo um pouco mais além: da parede, da fotografia, da falta, de você.