Procuro o desassossego e, na tua ausência, me deságuo na madrugada me perguntando onde foi parar e depois, se realmente quero saber […]. Mas agora já é tarde pra quem quis seguir o fluxo contrário do rio, engolir a mágoa numa pílula e vomitar um sorriso ou outro. Em breve, as cartas que mandei escorrerão perguntas sobre as horas que derramei:
“O que é a vida agora, meu amor, senão uma perspectiva embaçada pelo rancor?”
E a angústia bate no ritmo do teu silêncio que é resposta.